terça-feira, 15 de janeiro de 2019

UMA PENICADA DE CAFÉ

Uma penicada de café

A menina Isaura logo ao raiar da manhã  anuncia aos quatro ventos que já fez uma penicada de café. Mal os colegas ainda com olheiras de noites mal dormidas chegam ao serviço. Depois são doces, bolachas, uma parafernália de açucarados segundo a sua versão: Tudo caseiro… sem corantes nem conservantes para não ferir algum estômago mais sensível.
A menina Isaura é assim todos os dias do ano! Sempre bem disposta saltitando de história em história. Ora está na sua cidade da Beira, de imediato está em Lourenço Marques, Portalegre ou Peniche, como se não houvesse distância, tudo ali pertinho! Às vezes, parece estar debaixo de um imbondeiro contando e encantando meninos travessos aqueles acontecimentos de outrora.  Emociona-se quando fala da sua adorada Beira e um brilhozinho ameaça irromper nos seus olhos.
- Saudade! Eu sei o que isso é!... Depois, recompõe-se e afugenta a tristeza, inventa expressões que não existem nos modernos dicionários, sempre prestável, afável no seu trato, contudo no seu lado mais profundo. Vive como flores coloridas pintadas por crianças. Nós somos os seus meninos mimados em busca de colinho enquanto desabafa de novo. Vai mais uma penicada?   

    
Obrigado pelo seu café que nos faz todos os dias.

Como conclusão, direi que a menina Isaura nasceu na velha Lourenço Marques, viveu na cidade da Beira e é minha colega Educadora de Infância duas décadas a aturar esta criançada. 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

2018 revisitado

Nesta altura do ano, costumo fazer uma pequena reflexão do ano que passou e daquilo que mais me marcou o ano agora terminado.
Assim, e dando especial ênfase à parte musical, não deixo de lamentar o desaparecimento da amiga a cantora alemã Andrea Yürgens. São muitos os anos que uniam a nossa amizade, desde os anos 70' até ao presente. O seu desaparecimento precoce marcou este ano de 2018.
Depois, Aretha Franklin e quase a terminar o ano, Miucha uma das irmãs de Chico Buarque. Os quarenta anos da morte de Jacques Brel, praticamente passou despercebido na nossa praça.
A palavra que mais me marcou foi Brexit! Os britânicos no seu melhor... desde que acederam à União Europeia foram sempre entraves; complicações e birras. Desde os tempos da Dama de Ferro, Union Kingdom tem-se afundado devagar, muito devagar até à imersão total. Tatcher não passou de uma ditadora que destruiu a economia e não nos podemos esquecer da luta com os metalúrgicos, a Guerra das Malvinas. May é a continuação de um país à beira do precipício. Os cem anos do nascimento de Madiba, Nelson Mandela ficará na história do nosso planeta eternamente como um símbolo dos Direitos do Homem. Consultando a agenda pouco mais de significativo poderei atribuir a um ano que ainda agora terminou!