segunda-feira, 12 de junho de 2017

O CENTRO ARTÍSTICO INFANTIL DO FUNCHAL

UMA ESCOLA DE CORES

O CENTRO ARTÍSTICO INFANTIL DO FUNCHAL

Eu teria sete anos, quando comecei a frequentar a escolinha de pintura. Na época, funcionava aos sábados durante a tarde e, era um projecto do artista António Luz Correia que em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian, se intitulava de Centro Artístico Infantil do Funchal. Decorria o ano de 1966, quando ali para os lados do Pina, mais precisamente na Rua das Hortas nº. 80, uma larga arrecadação servia de refúgio a quem quisesse experimentar tintas diversas. Aguarelas e guaches, lápis de cera e até óleos, então raros para a grande maioria das crianças.        
Chegava depois do almoço, e dava asas à imaginação. Nunca o professor chamava a atenção dos poucos alunos que frequentavam as aulas. Deixava-se que o aluno criasse o que bem entendesse, da maneira que mais gostasse ou estivesse inspirado. Pegava nos pinceis e em folhas de papel A2, desenhava quantas vezes me apetecesse até ficar cansado. A estratégia era a meu ver, completamente inovadora dando ao aluno completa liberdade de executar, tudo o que entendesse. Depois, no final da aula, todos nós crianças ou mais crescidos, colocávamos os trabalhos, nas longas paredes da cave forradas a madeira. Era o culminar das nossas pequenas obras de arte!   
Como complemento, o CAIF, lançou um livro com alguns trabalhos executados pelas crianças, embora desconheça mais pormenores.



Sem comentários: