domingo, 28 de junho de 2009

CHIARA - UMA VIAGEM PARA A LUZ

Chiara - Uma Viagem para a Luz - é um impressionante relato de uma mãe que tira todos os dias fotos à sua filha. Tinha Chiara 5 anos, quando lhe foi diagnosticado um tumor cerebral. A luta da mãe Elizabeth Zahnd Legnazzi documentada em livro é um drama de vida, o tentar o incompreensível, os porquês da vida. A sua filha Chiara, desvanecia dia após dia. Talvez seja mais um anjo no firmamento, uma estrela no além! Sem visão, o rosto desta menina ficará para sempre naquelas fotos impressionantes.

Por vezes, damos demasiada importância aos bens materiais, às noticias bombásticas da nossa imprensa diária e não damos conta que dramas pela sobrevivência estão todos os dias, a todo o instante bem perto de nós. E que pior momento, que mais trágico do que uma mãe ver dia a dia a sua filha desfalecer? E as crianças... merecerão elas tanto sofrimento?

DADOS CRONOLÓGICOS DA CONSTRUÇÃO DO AEROPORTO

Anúncio da ARTOP, no Diário de Noticias do Funchal
1ª. Página do Diário de Noticias do Funchal, com a noticia dos primeiros voos experimentais no futuro aeroporto de Santa Catarina na Madeira

Dado sobre este acontecimento e futuras noticias sobre a evolução deste projecto, assim como o percurso dos hidros na Madeira, poderão ser consultados no blog http://collectingtap.blogspot.com/

sexta-feira, 19 de junho de 2009

AGUARELAS DE CARLOS LUZ


Duas aguarelas do pintor madeirense Carlos Luz. A primeira, a Praça do Comércio e a segunda a Costa do Castelo.

TERTÚLIA MADEIRENSE III

Calçada do Pico - Aguarela da autoria do pintor madeirense Carlos Luz

Realizou-se ontem dia 18, no Restaurante Ilha da Madeira (Campo de Ourique), mais uma tertúlia madeirense com cerca de 20 conterrâneos. O número tem vindo a crescer, prevendo-se um forte aumento para as próximas edições. Estes encontros mensais, visam trocar impressões sobre os mais variados temas culturais, onde para além do convívio possam também servir para aproximar os cidadãos e futuros projectos. Não é por acaso que se fala em criar um clube de madeirenses, onde estes tenham oportunidade de mostrar as suas qualidades.

Assim, foi com prazer que constatamos a presença de poetas, pintores, cantores (referência muito especial para Valério Silva, grande cantor da nossa música portuguesa), a animar a nossa causa. O próximo encontro irá realizar-se no mesmo local, no dia 9 de Julho pelas 19.30', estando desde já convidados todos aqueles que queiram juntar-se ao evento.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

UM MOSQUITO DE SANTA LUZIA


Nem sei se acordo, ou se acordado estou. Sinto o sono evadir-me o corpo. Vindo do espaço, um mosquito lança-se ao ataque fazendo uma rasante. Deito a mão ao interruptor do candeeiro, mas falho o alvo e levo com o abajour na cabeça. Nessa altura apercebo-me que não se trata de um sonho, mas um pesadelo! Acendo a luz e nada... Os dígitos luminosos no relógio marcam 02:34. Não consigo encontrar aquele diabinho voador, aquele silvar dos reactores prontos a pregar uma ferradela, disparando sobre o meu corpo como uma seringa afiada, tentando picar-me. Fico a imaginar Mirages, Spitfires, ataques a Pearl Harbour ou Guerras no Pacifico, Japs e Americanos degladiando-se em Mindanau. Mas nem sei se estou acordado ou a sonhar?! Não consigo encontrá-lo após uma exaustiva caça ao mosquito pelas paredes brancas do quarto. Desisto! Desligo o interruptor. 02:46 no visor vermelho do tempo. Coloco o lençol por cima da cabeça, a servir de barreira e defesa anti-aérea. Passados alguns momentos, nova investida… Este mosquito é mesmo sem vergonha, atacar um conterrâneo de Santa Luzia desta maneira. Se for necessário mostro-lhe o meu Bilhete de Identidade, o Cartão de Cidadão, o Visa, para comprovar o que acabei de afirmar, mas nesta guerra sonolenta lembrei-me agora que no meu BI está registado MONTE. E Monte não é igual a Santa Luzia! Nem sei como troquei tudo… e aquele barulhinho bzzzzzzzzz… azucrinando o meu cocoruto, a minha raiva investida numa noite em branco. Do outro lado da cama, Cecília dizia em voz alta eu mato-te… e eu já nem pestanejava … cabeça latejando, enxaqueca no máximo dos volumes, sem conseguir decifrar: - Eu mato-te… Acho que ela estava a sonhar! Espera? Ela disse que matava quem? O mosquito ou seria a minha pessoa? Não adianta… os meus neurónios deveriam estar em stand-by, e o mosquito apercebendo-se que já tinha feito o seu papel, picando-me em algumas partes do corpo, saiu rumo a outros sonolentos cidadãos da freguesia.

terça-feira, 16 de junho de 2009

LE TIGRÉ DE SOLANGE

Je suis en vacances...

ORILLAS DEL MAR

Ears of the sea from Cantabrian. From my shells collection

HELLO WORLD, THIS IS ME!

NO COMENTS

A TIA MARIA DA RIBEIRA GRANDE

Edificio no Ribeirinho, Santo António. Nesta casa estava instalada a Escola Feminina e os Serviços de Estado (janelas do piso superior). No terraço (à esqª.), contemplava as crianças que brincavam na rua com carrinhos feitos de cana.


Andaria já na casa dos oitenta a Tia Maria. Sempre sorridente, toda ela florescia de felicidade nas suas longas riscas rugosas da face. Problemas graves de coluna, fazia com que formasse um ângulo de 45 graus, a cara virada para o chão ou quando nos falava só conseguia virar a cabeça, mantendo o resto do corpo num inamovível ângulo recto. Vivia na extrema pobreza numa velha carcaça de autocarro daqueles minúsculos com capacidade para 14 ou 16 lugares. Não faço a mínima ideia como foi lá parar aquele resto de sucata à Ribeira em Santo António, em plena zona entre o calhau e um campo de terra cor de tijolo em que muitos rapazes teimavam em jogar à bola.

Uma vez por mês, a Tia Maria em grande esforço arrastava o seu pequeno corpo curvado até ao topo do Caminho da Igreja, e depois ao Posto da Assistência no Ribeirinho. O sofrimento era grande para aquela pobre mulher. Transpor todo o percurso de grande inclinação, asfalto em pedrinha miúda e bicuda de basalto. Nem os horários, por vezes conseguiam transpor a inclinada ladeira, derrapando no piso, optando por um percurso alternativo. Só se estivesse muito doente ou o tempo de chuva é que desistia uma deslocação para receber o subsídio. Fazíamos a chamada, dizendo o nome das pessoas e, uma após outra assinavam o recibo em duplicado ou na grande maioria colocavam o indicador direito no quadradinho destinado à impressão digital. Ela achava piada ficar com o dedo pintado de azul, a sua notinha de 50 ou 100 escudos, embrulhada num lenço de pano já castanho do “tabaquinho de cheiro”. O rapé dava-lhe vida! Juntava o indicador e o polegar cheio de pó e inspirava a poção mágica.

Quando não vinha, tínhamos de nos deslocar ao seu pequeno ninho, o seu refúgio de lata de cor desbotada de azul claro e escuro e o monograma gravado da CASAL – Companhia de Autocarros de Santo António, Lda.. No seu interior; uma cama, uma mesinha de cabeceira com os seus santinhos de devoção e um pequeno fogão a petróleo onde fazia o café de cevada. Eram os seus “luxos”. Eu ficava de olho arregalado ao ver aquela velhinha que sem nada na sua vida, sem saúde, sem família ou bens, como podia ser tão feliz em beber um cafezinho, ou receber-nos com tanta alegria na sua miserável habitação. Muito cedo comecei a aprender o que a vida nos reserva, ou talvez não! Talvez hoje esteja um pouco esquecido dessa realidade e tenha saudades da Tia Maria da Ribeira Grande em Santo António, talvez eu sinta saudade desse sorriso, dessa encantadora velhinha que dizia ser tão feliz! Talvez...

domingo, 7 de junho de 2009

NOITES DE SÃO JOÃO OU "VERANO AZUL"

Chanquete en "Verano Azul"
Lisboa
Bea chama-me de Chanquete ,
Eu, de Bea Madrileña.
Como se fossemos personagens de Verano Azul.
Sabor de sardiñero e de mar. Saltamos fogueiras.

O teu jeito para comer sardinhas faz-me sorrir.
Tens sangria nos lábios roxos. Cantas-me
boleros nas tuas voltas e revoltas, ondas,
aromas florescem de teus loucos beijos, que à praia vão dar.


Praia e Vila de Cariño - Coruña

Cariño
Brindemos “Las Sirenas de Galicia” as mágicas noites de S. João
A noite das meigas, bebidas em nossos beijos, “queimada com azucar moreno y café”
Volta comigo, sobe ao Cabo Ortegal como romeiros em promessa de San Xiao. Colhemos
Ervas de namorar, e numa Beach Party desatinamos Bethânia e mano Caetano . Som das ondas que encostam à praia de Cariño, a voz das sereias espreitando os promontórios da Cantábria, derramando nos verdes prados da Galiza,
gotinhas do orvalho sabendo a sal e a tequila.
Funchal
Noite de S. João, fogueiras reluzem nos teus olhos, flâmulas
Noites de lua cheia.
À beira-mar! Na panela, cheiros de batatas cozidas com atum. Bailamos danças de roda
como o velho disco de Mikis Theodorakis . Sons das ilhas de Zorba
Damos as mãos, quentes como o próprio Verão
Mostra-me teu canto my Rose of Tralee
Sons dos Corrs e Chieftains, estrelas cadentes
Irish Nights! You know…

sexta-feira, 5 de junho de 2009

MOMENTOS SINGELOS


De uma simples erva nasce o belo, floresce a magia da mais humilde das flores. Todas fazem parte da mãe natureza, todas têm o seu momento de glória e de felicidade.

LOO ROQUE VIADUCT

Ponte de S. Roque do Faial- 1880

A ESTE NADA DE NOVO!

Uma rola poisa no catavento, aproveitando a esfera e os pontos cardeais para descansar!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

BALADA PARA LOS POETAS ANDALUCES DE AHORA

Balada para los Poetas Andaluces de Hoy (Rafael Alberti)
¿Qué cantan los poetas andaluces de ahora?

¿Qué miran los poetas andaluces de ahora?
¿Qué sienten los poetas andaluces de ahora?
Cantan con voz de hombre,
¿pero dónde los hombres?
con ojos de hombre miran,
¿pero dónde los hombres?
con pecho de hombre sienten,
¿pero dónde los hombres?
Cantan, y cuando cantan parece que están solos.
Miran, y cuando miran parece que están solos.
Sienten, y cuando sienten parecen que están solos.
¿Es que ya Andalucía se ha quedado sin nadie?
¿Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
¿Que en los mares y campos andaluces no hay nadie?
¿No habrá ya quien responda a la voz del poeta?
¿Quién mire al corazón sin muros del poeta?
¿Tantas cosas han muerto que no hay más que el poeta?
Cantad alto. Oiréis que oyen otros oídos.
Mirad alto. Veréis que miran otros ojos.
Latid alto. Sabréis que palpita otra sangre.
No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo.
encerrado. Su canto asciende a más profundo
cuando, abierto en el aire,
ya es de todos los hombres

Música: Manolo Diaz -
Aguaviva (banda)

PORTO SANTO - MAGIA

A magia da foto a preto e branco, a serenidade da baia de Porto Santo, as imponentes palmeiras espreitando o horizonte. Foto Perestrellos

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O ADEUS A TOMÁS PAQUETE

Esta semana perdi dois amigos de longa data. O primeiro foi o antigo Presidente da Guiné-Bissau Luis Cabral, uma pessoa simples e com um grau de cultura de fazer inveja a muitos doutores da nossa praça. O segundo, foi Tomás Paquete meu antigo treinador nos anos 70' ao serviço do Sport Lisboa e Benfica. Paquete foi o maior velocista português de todos os tempos, (com excepção de Obykwelo) com presenças nos Jogos Olimpicos de Helsinquia e Roma. Um curriculum invejável no nosso atletismo e acima de tudo um homem que cativava os jovens para o desporto. A ele, devo tudo o que sei no atletismo para além dos titulos conquistados. Amigo de Rui Mingas e de Barceló de Carvalho (Bonga), faziam juntamente com outros colegas do Sporting e de outros clubes, grandes despiques nas diversas especialidades. Mas sinto uma mágoa de o Benfica não lhe ter dado a devida homenagem a que deveria ter tido. Um clube vê-se pelas suas atitudes, não pelos titulos ou poder económico e, nesse aspecto o S. L. Benfica hoje não passa de um clube ordinário, direi mais, bem ordinário nas suas atitudes para com os que honraram a sua camisola e, tantas vezes do seu bolso pagaram despesas que deveriam ter sido assumidas por quem os representavam. LAMENTÁVEL!
Aos familiares viuva e filho Augusto os meus sinceros pêsames.
Carlos Monteiro

O ESPLENDOR DOS JACARANDÁS


Os jacarandás em flor, a lembrarem algumas das principais artérias do Funchal
(Fotos cam)